sábado, 19 de novembro de 2011

Vereadores atendem interesses do Executivo e aprovam "cheque em branco"

O plenário da Câmara recusou emenda ao projeto do orçamento de 2012 de autoria do vereador Matheus que reduzia remanejamento de 60 para 20% na reunião do último dia 10. A emenda do parlamentar ao projeto n°.31/2011 previa dar maior poder de fiscalização e controle ao Legislativo Municipal, porque os 9 milhões propostos por Matheus seriam mais do que suficientes para corrigir eventuais erros na lei orçamentária, além disso caso fosse necessários mais créditos suplementares o Executivo poderia solicitar autorização à Câmara justificando onde e como os recursos seriam usados.

O Vereador pretendia reduzir o valor original de 60% para 20% com a justificativa de resguardar a soberania do Poder Legislativo, haja vistas que o texto original dará amplos poderes ao Executivo para movimentar livremente um grande valor da receita orçamentária em ano eleitoral e que a proposta de redução daria a Casa de Leis maior poder de fiscalização e controle.

Porém a totalidade dos Vereadores com exceção do próprio Matheus e de Jaci rejeitaram a emenda, acompanhando parecer do Vereador Ilson Morais, o Guigo que alegou que o valor de 60% de remanejamento é adequado devido à inexistência de abusos por parte do Poder Executivo nos anos anteriores e que a atuação do Poder Legislativo tenha sido prejudicada por isso.

Para Matheus esta justificativa é equivocada: “Com a aprovação da proposta de 60% de remanejamento o Prefeito Wagner e seu vice Matarazo, poderão remanejar cerca de 30 milhões, caso se confirme à receita, portanto a nossa emenda previa uma redução considerável, mas que não engessaria o prefeito e daria sem duvida maior poder de negociação e articulação à Câmara para buscar o atendimento as demandas de nossa população, porque caso atingisse os 20% proposto, a Casa deveria autorizar qualquer novo remanejamento.”

domingo, 6 de novembro de 2011

Confira a Entrevista do Vereador Matheus ao Jornal Folha do Povo





 Matheus Pedrosa Queiroz é o pré-candidato do PSD, tem 25 anos é graduado em Gestão Comercial (Administração) Pela Universidade de Itaúna e pós-graduando em Administração Pública e Gerência de Cidades pela Uninter.
FOLHA - Você cumpre o primeiro mandato de vereador e já anunciou que é pré-candidato a prefeito. Você é muito jovem, não acha que deveria disputar mais um mandato para vereador? Adquirir mais experiência política?

MATHEUS - Apesar da pouca idade acredito que tenho uma bagagem muito boa em relação a administrações. A minha família sempre esteve envolvida na política aqui em Itatiaiuçu, tendo inclusive meus tios como vice-prefeitos da cidade, já meu avô paterno (Osvaldo Queiroz) governou Igarapé por quatro mandatos e estes "berços" me ensinaram muito, além disso, acredito que a experiência vem mais fácil para quem à busca, e como vereador e dirigente partidário tenho buscado o máximo de preparo possível para desempenhar bem qualquer que seja a função pública.

FOLHA - Você não seria mais útil no Legislativo, já que suas chances são maiores neste caso?

MATHEUS - É difícil prever esta questão acredito que posso ser útil em qualquer um dos poderes (Legislativo e Executivo), porém minha motivação encontrasse mais voltada para o Executivo, por isso acredito que neste último meu sucesso possa ser maior.

FOLHA – O grupo que está no poder, na figura do prefeito Wagner fez até aqui uma administração que visivelmente está preocupada com a cidade, é conveniente mudar?

MATHEUS - Acredito que é preciso mudar, basta lembrarmos do primeiro mandato desta mesma administração onde a arrecadação era um pouco menor, mas o interesse de conquistar a reeleição fez com que tivessem um empenho, uma dedicação muito maior, naquele momento entrava verbas federais advindas de emendas parlamentares para ajudar na construção de uma cidade melhor, hoje a motivação parece ter acabado, há muito tempo um deputado federal não consegue encaminhar uma emenda sua para o município, sob a alegação de que é muito difícil prestar contas à união, isto realmente não me parece ser preocupação com a cidade.

FOLHA – Onde a administração do município está errando?

MATHEUS - Em muitos pontos. A administração deve melhorar a vida dos Itatiaiuçuenses, não de alguns, mas de todos e principalmente de quem mais precisa. Foram e estão sendo realizadas diversas obras que se tivessem melhor planejamento, acompanhamento e eficiência elas não teriam demorado tanto e não teria dado tantos problemas, um exemplo disso são as obras de captação pluvial no centro da cidade, será que alguém já analisou quantas outras ruas poderiam ter recebido o mesmo benefício, com aqueles mesmos recursos que foram gastos para fazer, concertar, refazer e não funcionar?

FOLHA – Você tem acesso aos dados de alguma pesquisa? Sabe o que o eleitor está pensando em relação às eleições de 2012?

MATHEUS - Sim e estes dados apontam um sentimento de mudança. Nossa cidade vive o melhor momento sócio-econômico de sua história e que se deve a circunstâncias econômicas e às características da economia local e o eleitor atento a isto nos demonstra que é preciso aproveitar melhor este bom momento para fazer com que a cidade tenha crescimento em outras áreas como educação e profissionalização, diversificação da economia e geração de empregos para a mão de obra feminina.

FOLHA – Como a oposição está discutindo as eleições? O que será feito para enfrentar o grupo que está no poder?

MATHEUS -Com bastante dialogo tentando chegar a um denominador comum que nos leve ao sucesso.

FOLHA – Você como o Matarazo é de Itatiaiuçu, é muito conhecido e sua família também tem tradição política, acha que consegue enfrentá-lo em condições de igualdade nas urnas?

MATHEUS - Acredito que sim, o Matarazo representa a continuação, o que já esta aí, nós buscamos representar a esperança de que dá pra ir além, de que pode ter mais eficiência, sem gastar mais por isso e de que podemos ter um progresso social que melhore as vidas das pessoas e que deixe uma cidade melhor para as futuras gerações.

FOLHA - A cidade está crescendo em ritmo acelerado e não vai parar. É preciso prepará-la para o futuro em todos os aspectos. Muito foi feito, mas ainda há um longo caminho a seguir. Caso ganhe a eleição, quais seriam as prioridades?

MATHEUS - A primeira delas é dialogar com todos os seguimentos da sociedade, para que possam nos ajudar a implantar um programa de governo capaz de chegar a todos, que realmente atinja os principais anseios de todas as comunidades, sejam elas urbanas ou rurais. Sonhamos em criar um centro de ensino profissionalizante de referência, investir como nunca na saúde pública, atrair novos investimentos gerando emprego e renda, criar projetos de inclusão social e programas inovadores que diminuam as desigualdades sociais e para isso tudo buscaremos fazer uma gestão eficiente que gaste menos com o governo e mais com a população.

FOLHA – A classe política está desacreditada em todo o Brasil. A maioria das pessoas acha que os candidatos querem o poder para tirar proveito do cargo. Como reverter à situação?

MATHEUS - Não é tarefa fácil, mas um bom caminho é o eleitor saber identificar quem esta fazendo política por vocação que se transforma no bom político e quem esta fazendo política como profissão, querendo benefícios diversos seja status, poder ou interesses financeiros. É preciso acreditar e fazer política como fator de transformação e emancipação social, no aprimoramento da humanidade e suas instituições e de maneira vocacional, não simplesmente por ter vontade, tradição familiar e popularidade.

FOLHA – Se tivesse no lugar do Wagner o que não teria feito?

MATHEUS - São muitas coisas. Em seu lugar não teria deixado às obras demorarem tanto e consumirem tanto dinheiro, não teria sido um prefeito de "gabinete" que mal disponibilizava tempo para atendimento ao público e teria aceitado recursos financeiros provenientes de emendas parlamentares, mesmo que o deputado em questão fosse apoiado por um vereador ou grupo de oposição, pois existe uma demanda muito grande de infraestrutura e serviços e sem dúvida todas as emendas rejeitadas trariam enormes benefícios para a população, mas a questão política e o "medo" de perder o poder falaram mais alto.

FOLHA - E o que ele deixou de fazer?

MATHEUS - Teria cumprido o seu plano de governo, que foi montado para 4 anos mais já estamos no final do 7° ano e esta longe de estar concretizado, podemos citar o matadouro, a usina de reciclagem de lixo, acabar com a longa e demorada fila para realização de cirurgias e a criação do orçamento participativo que daria a população poder de escolha para as obras municipais.

FOLHA – Dizem que independente do candidato, o grupo que está no poder vai ganhar as eleições com 80% dos votos, também independente do número de candidatos de oposição e de quem sejam eles. O que acha?

MATHEUS - "Acredita quem quer no que quiser", esta informação não passa de um boato mentiroso, nenhuma pesquisa que foi realizada até o momento apontou para estes números, se fosse verdade no mínimo os interessados teriam a publicado. Nem é preciso pesquisa para notar que este quadro não se configura basta acompanhar o debate político, nas praças, bairros e comunidades.

FOLHA – Você abriria mão de concorrer às eleições para que houvesse alternância de poder, se ficasse comprovado que você não teria chances?

MATHEUS - Sim, acho que a oposição não deve apenas disputar as eleições e sim ganhar as eleições, portanto é preciso deixar de lado orgulho, desejo, egos e ciúmes e se empenhar em eleger o candidato que estiver em melhores condições, senão o caminho da oposição será muito mais longo e árduo.

FOLHA – Acha que a disputa vai polarizar ou a cidade vai ter mais candidatos?

MATHEUS - Temos um grande número de pré-candidatos o que pode dificultar a polarização, porém acredito que a polarização da oposição deve ser o melhor caminho para a obtenção de um resultado positivo.

FOLHA – Não acha que se a oposição se preocupasse em fazer um Legislativo, forte, atuante e de nível não faria mais vantagem do que todos os nomes disponíveis da oposição se lançar em busca do voto para prefeito?

MATHEUS - É evidente que se todos os nomes da oposição se lançar, as coisas podem se tornar mais complicadas, porém isto não atrapalha o projeto de renovação no legislativo que estamos construindo onde acreditamos na possibilidade de elegermos um bom número de novos e bons vereadores. Há quatro anos atrás a oposição falhou justamente em se empenhar para eleger um número maior de vereadores que poderiam dar uma dinâmica diferente do legislativo atual.

FOLHA – Como você avalia a atuação da atual Câmara, da qual você é parte integrante?

MATHEUS - Infelizmente não temos o legislativo dos sonhos e estamos distantes disso, mas a avaliação deve ser uma questão a ser levada ao eleitor que representamos ninguém melhor do que ele que escolheu para dizer o que acha de seus representantes.

FOLHA – Não acha que do jeito que está é melhor fechar as portas da Câmara?

MATHEUS - Olha quando me elegi vereador realmente esperava muito mais desta legislatura, foram reunidos nomes de famílias tradicionais na política, além de pessoas com experiência no legislativo e renovação quase que total, mas aos poucos a submissão, a falta de vocação, a falta de identidade própria e o desinteresse pela coisa pública foram aparecendo, demonstrando que não seria a legislatura que esperávamos, porém a expressão "fechar as portas" soa muito pesado e o poder legislativo ainda não chegou a este nível.

FOLHA – Para finalizar, qual a mensagem que quer deixar para o povo de Itatiaiuçu?

MATHEUS - Gostaria de renovar meu agradecimento em ocupar um cargo confiado pela população e agradecer ainda a Deus que tem nos dado a cada dia condições de lutar e fazer a diferença. Continuo empenhado em apresentar propostas e soluções, melhores do que as existentes e lutar para que nossa cidade possa passar por dias melhores.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Entrevista para a Folha do Povo

Não percam no próximo sábado 05 de novembro, entrevista do Vereador Matheus Pedrosa ao jornal Folha do Povo edição de Itatiaiuçu.
Na entrevista a penúltima da série pré-candidatos a prefeito, Matheus falou sobre experiência, atual administração, projetos e prioridades, debate entre os oposicionistas e é claro o seu ponto de vista sobre estas questões.
O jornal circula aos sábados e pode ser facilmente adquirido na Barbearia do Wilson (Kennedy); Bar do Gilson (São Francisco); Depósito do Ninico e Floricultura 4 Estações (Centro); Thiago´s Bar (Ponta da Serra) e Bar do Geovane (Chaves.
Não deixe de adquirir o seu, a entrevista esta imperdível.
Matheus é o pré-candidato do PSD.